Andam se perdendo no tempo os dias.
Vivendo numa caixa de fósforo,
queimando momentos.
Fazendo da fumaça saudade,
se esvaziando no vento.
Que sopra ensurdecedor,
no meu ouvido já polido do sol.
Um beco incendiário me alucina,
no vendaval das roupas do varal
de cerca de arame farpado.
O tempo na saída me dando adeus,
e na beirada do início o inifinito me dando bença.
Não sei o que já sabia, apenas vivendo um dia de
cada vez.
E esperando que tudo irá ficar bem no fim,
por que os dias bailam no tapete da vida.
domingo, 22 de janeiro de 2012
Poesia muda
A lâmpada iluminando artérias verdes,
extraindo o orvalho o néctar para meus olhos.
O toque aveludado obstruindo e sucumbindo
as nódoas da minha pele.
Deixa um semblante de riso na face.
A poesia do cinema mudo encantando meu véu metafísico.
Mastiguei um dia de calma,
Vou dormir no céu.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Nada Além
Nada escapa a seus olhos, pois eles transparecem
a minha estrada, a tua estrada a estrada dos sonhos.
Além dela habita o olhar que leva um mundo,
embaraçado e desenhado por fleches de luz.
olhar de um poeta conturbado consigo mesmo,
de não conseguir expressar num papel o que passa
na sua realidade ilusória.
Construimos ilusões nas fábulas do nosso ego e conseguimos
ser deuses de nossos pés.
Caminhando num lugar inabitável, conhecendo a verdade
e provando a mentira sentida no gosto podre da vida.
É nos venenos mais simplórios que talvez encontre a chave que nos
liberte dessa nossa transgressão.
Finalmente morrer, contemplar o universo de perto
podendo pegar as estrelas e protegê-las.
a minha estrada, a tua estrada a estrada dos sonhos.
Além dela habita o olhar que leva um mundo,
embaraçado e desenhado por fleches de luz.
olhar de um poeta conturbado consigo mesmo,
de não conseguir expressar num papel o que passa
na sua realidade ilusória.
Construimos ilusões nas fábulas do nosso ego e conseguimos
ser deuses de nossos pés.
Caminhando num lugar inabitável, conhecendo a verdade
e provando a mentira sentida no gosto podre da vida.
É nos venenos mais simplórios que talvez encontre a chave que nos
liberte dessa nossa transgressão.
Finalmente morrer, contemplar o universo de perto
podendo pegar as estrelas e protegê-las.
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