Meu eu retórcio, que toca pontas de faca
nas idas e vindas do meu caminhar.
Cruzando sêmen de planta com o útero
de musas semi-cegas.
Não consigo ao menos entender o meu dia,
vou escrevendo em págins brancas o
que já não mais faz sentido.
Ouvindo poesias cantadas, fazendo coisas
por mecanismos sem estrutura.
Tanto faz...
domingo, 22 de maio de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Conversas filósoficas
A arte é produto da vida que você sente,
e a vida por si, uma arte, a mais dolorosa que existe.
As duas coisas te deixam felizes e tristes,
sempre atreladas.
Viver e sentir.
e a vida por si, uma arte, a mais dolorosa que existe.
As duas coisas te deixam felizes e tristes,
sempre atreladas.
Viver e sentir.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Uma menina
Heroínas de nossa própia história
incessante lábios cor canela.
Malabarismo de fios de cabelo,
cheirando a beleza de momentos
de fundo de mato, de seiva de flor.
Vestida de luz, de nuvem de algodão.
caminhando pelos becos do passado.
Uma menina em sua ciranda,
vive pelo simples amanhecer.
( Há Amanda Thaíssa )
incessante lábios cor canela.
Malabarismo de fios de cabelo,
cheirando a beleza de momentos
de fundo de mato, de seiva de flor.
Vestida de luz, de nuvem de algodão.
caminhando pelos becos do passado.
Uma menina em sua ciranda,
vive pelo simples amanhecer.
( Há Amanda Thaíssa )
O som de um sábado
Os caminhos se marcaram por curvas
d'gua , manchando a terra seca.
É dita em língua de anjos,
palavras de duplo sentido.
Encosta em meu ombro a presença
de um Deus, dando paz em meu peito.
Estes dedos corroídos pelo som,
minha onda psicodélica, faz-me esquecer
de alguma culpa que não me lembro.
E por que este saxofone tão longe?
Batendo sua notas no muro, dedilhando o vento.
Comendo as unhas do adultério,
tecendo minha perdição, dando medo ao meu encontro.
E o relógio apontando sempre para um futuro,
me intriga em seu riso.
Furando os olhos por um sentimento,
tremendo em nostalgia ,
em 1972 queria estar em Nova York,
só para ouvir um solo.
um gemido de um coração.
d'gua , manchando a terra seca.
É dita em língua de anjos,
palavras de duplo sentido.
Encosta em meu ombro a presença
de um Deus, dando paz em meu peito.
Estes dedos corroídos pelo som,
minha onda psicodélica, faz-me esquecer
de alguma culpa que não me lembro.
E por que este saxofone tão longe?
Batendo sua notas no muro, dedilhando o vento.
Comendo as unhas do adultério,
tecendo minha perdição, dando medo ao meu encontro.
E o relógio apontando sempre para um futuro,
me intriga em seu riso.
Furando os olhos por um sentimento,
tremendo em nostalgia ,
em 1972 queria estar em Nova York,
só para ouvir um solo.
um gemido de um coração.
Primavera Noturna
Eu percorrendo a minha mais fiel companhia,
a noite. Senti o alvoroço em minha garganta
arrastando-me para a cama de calçada.
Onde sentada vejo esperança em todos os olhares.
Dentro das árvores virgens, o batuque dos esquilos
fazem a dança da primavera. Nos seus pêlos posso
ver as histórias de sábios e alvorada dos mudos.
A velha gota de vida, se emancipando devagar,
crescendo e se transformando em homens,
entristece os guardiões do paraíso.
Nesse chão maldito, rodeado por cata-ventos.
E as flores cristalinas surgindo da fonte
dos magos, junta-se a nós, fumadores de cigarros
comedores de dedos.
Deixem as paredes se retorçerem agonizantes,
girando com seus moinhos, se exalando.
Sugando o manto grudado em meu corpo,
moldando com o hálito as madrugadas.
Onde as sombras dos quadros negros,
enlouquecem os sãos e fazem rir os surdos.
Onde a luz da aurora é apenas picada na veia
de esperança.
a noite. Senti o alvoroço em minha garganta
arrastando-me para a cama de calçada.
Onde sentada vejo esperança em todos os olhares.
Dentro das árvores virgens, o batuque dos esquilos
fazem a dança da primavera. Nos seus pêlos posso
ver as histórias de sábios e alvorada dos mudos.
A velha gota de vida, se emancipando devagar,
crescendo e se transformando em homens,
entristece os guardiões do paraíso.
Nesse chão maldito, rodeado por cata-ventos.
E as flores cristalinas surgindo da fonte
dos magos, junta-se a nós, fumadores de cigarros
comedores de dedos.
Deixem as paredes se retorçerem agonizantes,
girando com seus moinhos, se exalando.
Sugando o manto grudado em meu corpo,
moldando com o hálito as madrugadas.
Onde as sombras dos quadros negros,
enlouquecem os sãos e fazem rir os surdos.
Onde a luz da aurora é apenas picada na veia
de esperança.
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