Quando a beleza se arredonda e vira cores
Onde o barulho dos pincéis satisfaz o dia
Tingindo-o e quebrando seu silêncio
me faço cega.
Eu que vim da influência má do zoodiaco
Cresci com adrenalina de ventre
Junto com meus pares- "poetas, vagabundos,
pervetidos e gênios",
rabisco as paisagens do além.
Em pleno voô "num caco de vidro colorido"
Manchando as cores com fetiches de jornal
estas notícias populares, acizentado as cores
da psicodelia do meu eu.
Nesse quarto de sossego,
onde viramos heróis em nossas histórias,
sou filha dos templos estradeiros,
narcóticos, iluminados.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Novembro
A tarde de sol, chovendo sonhos
Nas plantas pingam o orvalho do amanhecer.
Vento batendo enchendo de esperança,
a carne enodoadade de felicidade.
Não existe um desenho claro do céu,
o artista de Deus mais venerado por meus olhos.
E os meninos dançando na chuva,
gritando de euforia.
Me arremetem uma paz que procuro.
Uma tarde de desejos e de medo
mais acima de tudo de amor.
Nas plantas pingam o orvalho do amanhecer.
Vento batendo enchendo de esperança,
a carne enodoadade de felicidade.
Não existe um desenho claro do céu,
o artista de Deus mais venerado por meus olhos.
E os meninos dançando na chuva,
gritando de euforia.
Me arremetem uma paz que procuro.
Uma tarde de desejos e de medo
mais acima de tudo de amor.
Flores no Telhado
O vinho e as velas que alimentam
A alma de quem se perdeu na escuridão
das paredes azuis.
Com os desertos mortos, que aspiram
energia do paraíso alienado que reside
sobre nossas cabeças.
Suspiram flores sem petálas dos jardins
do infinito, voando sobre corpos deitados
na grama dos telhados enrugados pelo tempo.
No sol de quase setembro,
vou queimando as incertezas e o medo.
Talvez na busca das cidades perdidas
do teu pensamento.
Andando no frio trilho de aço das ferrovias
abandonadas, estão encrespadas de terra e sal.
Vendo todos os insetos rodeando as lâmpadas,
fico sentada na beira da estrada esperando
alguma alma penada vir me buscar.
A alma de quem se perdeu na escuridão
das paredes azuis.
Com os desertos mortos, que aspiram
energia do paraíso alienado que reside
sobre nossas cabeças.
Suspiram flores sem petálas dos jardins
do infinito, voando sobre corpos deitados
na grama dos telhados enrugados pelo tempo.
No sol de quase setembro,
vou queimando as incertezas e o medo.
Talvez na busca das cidades perdidas
do teu pensamento.
Andando no frio trilho de aço das ferrovias
abandonadas, estão encrespadas de terra e sal.
Vendo todos os insetos rodeando as lâmpadas,
fico sentada na beira da estrada esperando
alguma alma penada vir me buscar.
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