Eu percorrendo a minha mais fiel companhia,
a noite. Senti o alvoroço em minha garganta
arrastando-me para a cama de calçada.
Onde sentada vejo esperança em todos os olhares.
Dentro das árvores virgens, o batuque dos esquilos
fazem a dança da primavera. Nos seus pêlos posso
ver as histórias de sábios e alvorada dos mudos.
A velha gota de vida, se emancipando devagar,
crescendo e se transformando em homens,
entristece os guardiões do paraíso.
Nesse chão maldito, rodeado por cata-ventos.
E as flores cristalinas surgindo da fonte
dos magos, junta-se a nós, fumadores de cigarros
comedores de dedos.
Deixem as paredes se retorçerem agonizantes,
girando com seus moinhos, se exalando.
Sugando o manto grudado em meu corpo,
moldando com o hálito as madrugadas.
Onde as sombras dos quadros negros,
enlouquecem os sãos e fazem rir os surdos.
Onde a luz da aurora é apenas picada na veia
de esperança.
Muito bom.
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